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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Políticos criticam participação de Bolsonaro em atos golpistas

Gustavo Zucchi

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A participação de Jair Bolsonaro na manifestação recheada de pedidos por intervenção militar enfureceu congressistas e políticos das mais diversas matrizes ideológicas. Alguns voltaram a falar que o presidente reiteradamente comete “crime de responsabilidade”, como o líder da minoria no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). “Agora cabe ao procurador-geral da República Augusto Aras abrir processo contra o Presidente da República por mais esse atentado ao povo brasileiro”, disse.

No PSDB, o presidente do partido, Bruno Araújo, emitiu uma nota condenando a atitude de Bolsonaro. “Ao apoiar abertamente movimento golpista, coloca em risco a democracia e desmoraliza o cargo que ocupa. O povo e as instituições brasileiras não aceitarão”, disse. João Doria (SP), principal antagonista do presidente da República a pandemia de coronavírus, também se manifestou. “O Brasil precisa vencer a pandemia e deve preservar sua democracia”, afirmou.

Políticos de centro também se manifestaram. O deputado Marcelo Ramos (PL-AM) classificou a atitude de Bolsonaro como “grave”. “Agora já não nos dividimos em partidos, ideologias, oposição ou situação. Agora nos dividimos entre quem respeita e defende a Democracia e quem compactua com o autoritarismo”, afirmou. Já Fábio Trad (PSD-MS), primo do ex-ministro Henrique Mandetta, disse que “as forças democráticas precisam reagir”. “Não é mais possível compactuar com esta situação. Este cidadão não foi eleito para matar a democracia. Os democratas não podem se acovardar. Vamos reagir.”

 

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