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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Políticos lamentam morte de Scruton

Equipe BR Político

Políticos brasileiros usaram o Twitter para reagir à morte do pensador britânico Roger Scruton. No último domingo, 12, ele morreu, aos 75 anos, em decorrência de um câncer. Scruton era visto como um dos cânones do conservadorismo no mundo.No ano passado, em agosto, ele veio ao Brasil para promover o lançamento de sua obra mais recente, ‘Conservadorismo: um convite à grande tradição’. Do clã Bolsonaro, o presidente da República e “02” lamentaram a morte.

“Com grande pesar recebi a notícia da morte do filósofo britânico Roger Scruton. Seus livros estão entre os mais lidos e vêm contribuindo para a conscientização de muitos sobre a importância das nossas tradições e da nossa civilização. Que Descanse em paz!”, escreveu, no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro. Ex-conselheiro do governo britânico, Scruton escreveu aproximadamente 50 livros.

“Hoje perdemos o Prof. Roger Scruton, um dos pilares do conservadorismo do Século XXI. Que seus ensinamentos se perpetuem”, desejou o deputado Eduardo Bolsonaro (SP).

Membros do governo também lamentaram a morte do conservador. “O mundo hoje está mais pobre, morte de Scruton deve ser lamentada por todos aqueles que acreditam em valores que devem ser preservados”, escreveu o secretário especial da Previdência, Rogério Marinho. Já o assessor especial da Presidência, Filipe Martins, afirmou que Scruton “transcendeu seu tempo, derrotou a morte e alcançou a imortalidade”.

Na Folha, o doutor em ciência política pela Universidade Católica Portuguesa João Pereira Coutinho afirma que a direita brasileira deveria ler ao menos algum de seus livros pela primeira vez. Scruton, apesar de grande conhecedor da filosofia, não era filósofo, escreve Coutinho. Por esse motivo, ele destaca a importância do conservador entre os leigos. “Quando a vingança e o dogmatismo ocupam o lugar do perdão e da ironia, talvez não fosse inútil aos pequenos bolcheviques de direita ler Scruton pela primeira vez”, recomenda.