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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Políticos reagem a indicação de ‘Democracia em Vertigem’ ao Oscar

Equipe BR Político

No Twitter, as menções ao documentário “Democracia em Vertigem” estiveram em alta depois da indicação do longa ao Oscar nesta segunda-feira, 13. Entre as reações sobre o filme brasileiro na rede, destacaram-se comentários feitos por políticos. Integrantes do PT e PSOL comemoraram a indicação e falaram sobre o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, tema do filme da diretora Petra Costa. Já organizações e políticos da direita fizeram críticas à indicação do documentário ao mais importante prêmio de cinema mundial.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que este é “um dia muito importante para a #Cultura brasileira e um merecido reconhecimento ao cinema nacional”. Já a deputada Benedita da Silva disse: “O mundo todo tomando conhecimento sobre o golpe de 2016 no Brasil.” E o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) afirmou que o filme “descreve bem a situação atual brasileira, ao contar a saga golpista e autoritária que ganhou terreno com o golpe de 2016 e culminou com Bolsonaro.”

Do outro lado, o PSDB, em tom sarcástico, classificou o longa como “ficção e fantasia” e o MBL, como “uma farsa gigantesca que ignora milhões de brasileiros que foram às ruas contra o maior escândalo de corrupção da história”. O deputado estadual de São Paulo Heni Ozi Cukier (NOVO) também criticou o documentário e afirmou que a indicação “prova o descolamento da elite Hollywoodiana em relação à realidade”.

Em dezembro, ao renovar a Cota de Telas, que obriga salas de cinema no País a exibirem um número mínimo de filmes nacionais, o presidente Jair Bolsonaro havia criticado o cinema brasileiro. “Obviamente que, fazendo bons filmes, não vamos precisar de cota mais. Há quanto tempo a gente não faz um bom filme, não é?”, afirmou no dia 26, ignorando o fato de que em 2019 dois filmes brasileiros, “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e a “A Vida Invisível”, de Karim Aïnouz, foram consagrados internacionalmente e receberam troféus inéditos no Festival de Cannes. A indicação de “Democracia em Vertigem” ao Oscar nesta segunda, continua a sequência de reconhecimento por premiações do audiovisual, área escanteada no primeiro ano do governo Bolsonaro, a produções brasileiras.