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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Por suspeita de fuga, PF prende blogueiro investigado por atos antidemocráticos

Equipe BR Político

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Duas semanas após ser alvo de busca e apreensão, o blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio foi preso nesta sexta, 26, pela Polícia Federal em Campo Grande (MS), no inquérito que apura o financiamento de atos antidemocráticos no País aberto no Supremo Tribunal Federal. A PF reagiu diante da suspeita de que ele fugiria para o Paraguai e do fato de Oswaldo Eustáquio manter contato com outros investigados por meio de intermediários e não ter residência fixa. Às 11h54, Oswaldo afirmou em rede social que já estava no país vizinho ao responder uma seguidora.

O blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, preso hoje pela Polícia Federal

O blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, preso hoje pela Polícia Federal Foto: Youtube / Reprodução

Casado com Sandra Terena, secretária nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Oswaldo é autor de várias polêmicas relacionadas a notícias falsas. Uma delas é a acusação de que o ex-deputado Jean Wyllys teria tido contato com Adélio Bispo, autor confesso da facada no presidente Jair Bolsonaro em setembro de 2018. Oswaldo também foi condenado em fevereiro a indenizar o jornalista Glenn Greenwald por ter ofendido a mãe dele, Arlene Greenwald, que morreu em dezembro vítima de um tumor no cérebro. Meses antes, o militante postou nas redes que a doença da mãe de Glenn era mentira.

O inquérito que apura atos antidemocráticos foi aberto em abril a pedido da Procuradoria-Geral da República. Foi no âmbito desta investigação que Sara Giromini foi presa provisoriamente no dia 15 de junho e solta no dia 24.

O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, afirmou na segunda-feira, 22, que as investigações da PGR apontam para a “real possibilidade” de atuação de associação criminosa voltada para a “desestabilização do regime democrático” com o objetivo de obter ganhos econômicos e políticos. A observação consta em decisão de quebra de sigilo decretada pelo ministro de 11 parlamentares.

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