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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Porteiro que citou Bolsonaro diz que se enganou

Equipe BR Político

O porteiro que em duas ocasiões passadas incluiu o nome do presidente Jair Bolsonaro nas investigações da morte da ex-vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes em depoimentos à Polícia Civil do Rio de Janeiro disse na terça, 19, à Polícia Federal, que se sentiu “pressionado” por ele mesmo, conforme afirma o colunista Lauro Jardim, ao ter lançado o registro de entrada de Elcio Queiroz na casa 58, do presidente, na planilha de controle do condomínio onde trabalhava e mora Bolsonaro e o acusado dos disparos contra a ex-parlamentar, Ronnie Lessa.

O funcionário foi ouvido no inquérito aberto para apurar o seu próprio testemunho no caso Marielle dado às autoridades do Rio de Janeiro, que estão sob o comando do governador Wilson Witzel, a quem Bolsonaro acusa de estar por trás da citação. A investigação foi solicitada pelo ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) para apurar “tentativa de envolvimento indevido” do nome de Bolsonaro nas investigações sobre o assassinato da vereadora.

Primeiramente, o porteiro relatara ter confirmado a entrada de Elcio rumo à casa 58 após autorização do “seu Jair”. Quando o veículo seguiu para a casa de Lessa, a 65, ele disse ter ligado novamente para a casa de Bolsonaro para confirmar o destino de Elcio. O presidente encontrava-se em Brasília no dia em que Elcio bateu o interfone do Vivendas da Barra. Na sequência, o Ministério Público do Rio afirmou que o porteiro mentira porque, “na verdade”, o destino de Elcio era a casa 65. Para sustentar essa versão, apresentou uma gravação da portaria, que passara por uma perícia rápida e suspeita pouco antes de uma coletiva à imprensa, em que um porteiro dizia que Elcio iria para a casa 65. Desde então, um segundo porteiro surgiu no caso e também dezenas de dúvidas sobre os dois assassinatos.

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