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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Posse de Pazuello tem cloroquina no centro das atenções

Equipe BR Político

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A posse de Eduardo Pazuello como ministro da Saúde se transformou em um grande palanque para a venda de cloroquina como panaceia para a pandemia de coronavírus. Jair Bolsonaro, como já virou tradição, exibiu uma caixa do medicamento, cantando todas as glórias para a droga.

O presidente Jair Bolsonaro exibe caixa de cloroquina na posse de Eduardo Pazuello. Foto: Carolina Antunes/PR

O presidente criticou o fato de que prefeitos e governadores não terem adotado os mesmos protocolos do Ministério da Saúde e não “oferecerem soluções”, pedindo para as pessoas ficarem em casa para não sobrecarregar os hospitais. “Mas daí vem a pergunta: hospital atendê-las? Se não queriam sugerir um remédio? Que medida é essa?”, disse.

A nomeação de Pazuello como ministro interino, há cerca de 4 meses, foi uma vitória das políticas de Bolsonaro. Tanto Henrique Mandetta, quanto Nelson Teich se negaram a assinar protocolos liberando o uso do medicamento para o tratamento em fases iniciais da doença. Algo que aconteceu asim que Pazuello assumiu interinamente a pasta.

“Hoje vemos que essa questão (da pandemia) poderia ter sido tratada de forma um pouco diferente, com pouco mais de racionalidade. Entendo que alguns governadores foram tomados pelo pânico proporcionado por essa mídia catastrófica que nós temos no Brasil. Não é uma crítica à imprensa, é uma constatação”, afirmou Bolsonaro.

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