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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Posto Ipiranga’ sob fogo amigo

Equipe BR Político

Quem diria, no início do governo, e até antes disso, quando o presidente Jair Bolsonaro batizou Paulo Guedes como “Posto Ipiranga” que antes o fim do primeiro ano de governo o ministro da Economia estaria sob fogo amigo.

O bolso vazio do governo é ponto de partida para as investidas contra o ministro. Mas os ataques, que nascem como reação à política de aperto fiscal, se acentuam pela “falta de entrega” por parte do Ministério da Economia. Guedes prometeu demais. Ele e Bolsonaro criaram a expectativa de que a recuperação da economia seria rápida.

“Além disso, colocou muitas propostas na mesa ao mesmo tempo sem estarem completamente fechadas. Está pagando o preço por isso. Soma-se a isso a desorganização elevada nos processos de comando na equipe econômica depois da criação do superministério da Economia. Muita arrumação a ser feita”, avalia a colunista Adriana Fernandes em artigo no Estadão neste sábado, 21.

A equipe do ministro tem tentado mostrar trabalho e argumentado no sentido contrário. Citam, por exemplo, a reforma da Previdência aprovada na Câmara mesmo em meio à desarticulação política, as mudanças no mercado de gás, as negociações internacionais para abertura de mercados, a queda dos juros, a liberação do FGTS, a redução do risco Brasil. Mas a realidade é que até agora, nada disso foi sentido no bolso da população e isso tem pesado em um governo que antes de terminar o primeiro ano já se candidata à reeleição e, por isso, precisa continuar agradando o eleitorado.

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