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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Pozzobon questiona ideia de dividir pasta de Moro

Marcelo de Moraes

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O procurador Roberson Pozzobon, um dos principais integrantes da força-tarefa da Lava Jato, usou suas redes sociais para questionar a possibilidade de a área da Segurança Pública ser desmembrada do Ministério da Justiça e deixar de ficar sob o comando do ministro Sérgio Moro. Para o procurador, ainda não foram apresentadas razões que sustentem positivamente a proposta. E lembrou que a retirada do Coaf da jurisdição de Moro – ficou com o Banco Central – já foi uma decisão controvertida.

“Primeiro foi o COAF, que estava funcionando bem, que foi retirado da pasta de Moro. Agora querem partir o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, que está funcionando bem, em dois. Nem antes, nem agora, foram apresentadas as razões para as mudanças. Talvez porque não existam”, questionou.

Diante da repercussão negativa da ideia e da péssima repercussão entre os lavajatistas, Jair Bolsonaro já recuou publicamente do plano, que atribuiu a uma sugestão feita pelos secretários estaduais de segurança. Pozzobon já tinha sido um dos primeiros a criticar publicamente a proposta, que enfraqueceria politicamente Moro dentro do governo.

“Gostaria de ver os estudos que indicam que a bipartição do Ministério da Justiça e Segurança Pública seria o melhor para o Brasil, seja do ponto de vista da economicidade ou da eficiência. A redução nas taxas de violência em 2019 indica o contrário”, escreveu o procurador.

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