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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Pré-candidatos à prefeitura do Rio da mira do MP

Equipe BR Político

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Nos últimos dias, três operações diferentes do Ministério Público do Rio de Janeiro atingiram pré-candidatos à prefeitura carioca nas eleições municipais deste ano. A semana foi sintomática para demonstrar que o combo das crises institucional, política, jurídica e econômica que atingem o Estado e a capital do Rio de Janeiro vão ter grande impacto no resultado do pleito deste ano.

Operações podem abalar favoritismo de Crivella e Paes na eleição à Prefeitura do Rio Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil e Marcos de Paula/Estadão

Em primeiro lugar disparado nas pesquisas, o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) também o foi o primeiro a receber a visita do MP. Na última  terça, 8, a casa de Paes foi alvo de mandado de busca e apreensão. Ele ainda virou réu por crimes de corrupção, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.

Em segundo lugar nas pesquisas, o atual prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que tenta a reeleição, foi alvo de busca e apreensão em operação realizada na quinta, 10, no âmbito de uma investigação do Ministério Público do Rio sobre um suposto esquema de pagamento de propinas para viabilizar contratos e pagamentos na prefeitura da capital fluminense.

Nesta sexta-feira, 11, foi a vez da ex-deputada Cristiane Brasil, que é pré-candidata pelo PTB, ser alvo de mandado de prisão no âmbito da Operação Catarata, que investiga supostos desvios em contratos de assistência social no governo do Estado e na capital fluminense, entre 2013 e 2018.

Depois desta semana, a corrida pela prefeitura do Rio, a pouco mais de dois meses do primeiro turno, ficou ainda mais incerta.