por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Prefacista do livro de Ustra na Comissão de Anistia

Equipe BR Político

Um dos novos integrantes da Comissão de Anistia que foi empossado pela ministra Damares Alves nesta quarta-feira, 27 é o general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva, militar pouco simpático com a defesa dos anistiados políticos. Assim como o presidente Jair Bolsonaro, ele é um grande fã de Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-CODI e apontado como um dos principais torturadores da ditadura militar. Rocha Paiva foi até mesmo convidado pelo próprio Ustra para escrever o prefácio do livro “A Verdade Sufocada”, no qual o ex-coronel dá sua versão dos acontecimentos do regime militar. Rocha diz que Ustra “personifica virtudes de coragem moral e física, perseverança, patriotismo e é um exemplo de chefe militar”.

O novo membro da Comissão de Anistia também é um defensor da tese de que “não houve golpe” em 1964. Assim como Bolsonaro, que determinou que quartéis comemorem no dia 31 de março o início do regime militar, Rocha Paiva afirma que o que houve após a queda de João Goulart foi a “defesa do Estado contra a ameaça de modelos que vinham de Pequim, Moscou e Havana”, como mostra matéria de O Globo por ocasião do início dos trabalhos da Comissão da Verdade.