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por Marcelo de Moraes

Prefeito de Camaçari culpa pandemia pelo fechamento de fábricas da Ford

Equipe BR Político

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O prefeito reeleito da cidade de Camaçari (BA), Elinaldo Araújo da Silva (DEM), inicia o segundo mandato com uma crise inesperada para gerir: a saída da Ford do País. Isso porque o município baiano sediava uma das três fábricas da montadora que serão fechadas. Na avaliação do chefe do Executivo municipal, a crise causada pela pandemia do novo coronavírus, que também atingiu em cheio a economia, é a responsável pela decisão da empresa.

O prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo. Foto: Reprodução/Facebook

“Com muita tristeza, recebemos esta notícia da Ford. Infelizmente, a crise provocada pela pandemia da covid-19 trouxe consequências ruins para a área da saúde e, também, para a economia, fazendo com que pequenos e grandes negócios se tornem inviáveis. Lamento o fechamento da fábrica e me solidarizo com os trabalhadores”, escreveu Elinaldo nas redes sociais.

Ontem, em entrevista à rádio Jovem Pan, o prefeito afirmou que o fechamento da fábrica vai causar uma perda de Imposto Sobre Serviços (ISS) de cerca de R$ 30 milhões ao ano, aproximadamente. Ele calcula ainda que o fim das atividades da montadora no município vai impactar cerca de 12 mil pessoas apenas em Camaçari.

Ao prometer buscar soluções para amenizar o impacto da medida no município, Elinaldo afirmou que vai aprofundar diálogos com outras empresas que possam vir a se instalar na cidade baiana.

“Seguiremos acompanhando de perto o caso e iremos dar apoio aos empregados da empresa. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para reduzir o impacto para os trabalhadores, pais e mães de família que vão perder o seu sustento”, disse. E seguiu: “Vamos intensificar os diálogos para que novas empresas possam se instalar em Camaçari, de forma que possamos gerar cada vez mais empregos e oportunidades para o nosso povo”.

Ontem, logo após o anúncio do fechamento das fábricas da Ford, o governo da Bahia anunciou que procurou a Embaixada da China em busca de investidores que se interessem em substituir o negócio no Estado.