Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Presidente da Câmara faz ‘convite à pacificação’

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, renovou seu apelo por harmonia entre os Poderes na abertura dos trabalhos da Casa nesta tarde de terça, 26. Após uma introdução sobre o estrago provocado pelo novo coronavírus no Brasil, com condolências à vítimas da covid-19, o parlamentar mandou seus recados à Presidência da República, à sociedade e a seus pares ao mesmo tempo.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Ao primeiro destinatário, disse que a quarentena não é responsável por derrubar a economia. “Quem derruba a economia é o vírus”, disse. Pediu mais “maturidade” em nome de um “diálogo construtivo entre as instituições e a sociedade”. Exaltou o trabalho da Casa nesta pandemia, com aprovação de projetos importantes, como o de auxílio às micro e pequenas empresas, que “ainda não chegou na base”, e o de socorro a Estados e municípios, “uma luta que está longe de terminar.”

Maia repetiu que a aproximação do presidente Jair Bolsonaro com o Centrão, alvo de críticas por seu caráter fisiológico, é um processo “natural”. “Ao invés de criticar, esse esforço deve ser respeitado”, defendeu.

Também destacou o “respeitoso” entendimento que a Câmara tem com o Poder Judiciário, o que também pode ser interpretado como recado ao presidente da República, no momento em que o ministro Augusto Heleno, por exemplo, peita a Suprema Corte. “As senhoras e os senhores ministros do Supremo Tribunal Federal sabem que este Parlamento respeita e cumpre as decisões judiciais, mesmo quando delas discorda”, disse.

Como você leu aqui no BRP, lembrou que tem procurado ser “prudente e observar irrestritamente as normas constitucionais”. Mesmo sem citar o caso, a fala foi uma referência à pressão que tem recebido para aceitar algum dos mais de trinta pedidos de abertura de processo de impeachment contra Jair Bolsonaro.

Também em contraponto à bandeira armamentista do atual governo federal, disse que o espírito de resiliência e a capacidade de trabalho do povo são as únicas armas que os brasileiros devem portar. “Armados do espírito da resiliência e da capacidade de trabalho do nosso povo, haveremos de conseguir (vencer o desafio da pandemia). Essas, aliás, são as únicas armas que nós brasileiros devemos portar”.

Por fim, a partir de uma “necessidade imperiosa de falar”, em nome do “coletivo desta Casa” que recebe as “vozes da sociedade”, fez o convite pela “pacificação dos espíritos”. “Faço o convite à pacificação dos espíritos, vigilantes e desarmados de preconceitos de qualquer ordem, temos que trabalhar pelo Brasil”.

Tudo o que sabemos sobre:

Rodrigo MaiapacificaçãoPoderes