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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Presidente diz que depõe pessoalmente na Polícia Federal

Equipe BR Político

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No momento em que o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirma concordar com o pedido da Polícia Federal para que o presidente Jair Bolsonaro preste depoimento no inquérito aberto no STF sobre eventual interferência do chefe do Planalto na corporação, Bolsonaro disse na noite de terça, 2, que se dispõe a depor pessoalmente “sem problema nenhum”, uma vez que, segundo ele, a investigação será arquivada.

O presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro Foto: Marcos Corrêa/PR

“Eu acho que esse inquérito que está na mão do senhor (ministro) Celso de Mello (do Supremo Tribunal Federal) vai ser arquivado. A PF vai me ouvir, estão decidindo se vai ser presencial ou por escrito, para mim tanto faz. O cara, por escrito, eu sei que ele tem segurança enorme na resposta porque não vai titubear. Ao vivo pode titubear, mas eu não estou preocupado com isso. Posso conversar presencialmente com a Polícia Federal, sem problema nenhum”, disse o presidente na noite de ontem, no Palácio da Alvorada.

Postura distinta teve o presidente da República quando o ministro Celso de Mello encaminhou pedido da oposição, que foi rejeitado a posteriori, a Aras para apreender o celular de Bolsonaro. No embalo da ameaça de ruptura institucional feita pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, por meio de uma “nota à Nação” contra o pedido, o próprio presidente avisara: “Me desculpe, senhor ministro Celso de Mello. Retire o seu pedido, que meu telefone não será entregue. Ninguém vai pegar o meu telefone”.