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por Marcelo de Moraes

Presidente diz que imprensa tem liberdade ‘de sobra’

Equipe BR Político

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O presidente Jair Bolsonaro participou da cerimônia de 160 anos da Caixa Econômica Federal neste início de tarde de terça, 12, com um discurso direcionado a vários convidados da plateia, especialmente a seus ministros. Ao citar o titular da Economia, Paulo Guedes, alvo de críticas após o fechamento da Ford no Brasil, o chefe do Planalto afirmou que seus economistas têm coração.

“Muitos dizem que economistas não têm coração. Paulo Guedes, os nossos economistas têm coração. O seu trabalho, juntamente com demais ministros, ao lado da Caixa, levou alento a esses que tudo perderam por uma política não pensada de ‘feche tudo’, ‘a economia a gente vê depois'”, afirmou.

Mantra de Bolsonaro nesta pandemia, o fechamento do comércio em cidades com alta disseminação do novo coronavírus foi alvo de novas críticas. “E peço a deus para que governadores e prefeitos não fechem tudo. Não é a política correta. Vida e economia andam de braços dados. Não podemos falar em saúde sem emprego. Nós somos persistentes”.

No final do discurso, chamou a imprensa de “adorada”, quando se sabe que ele gosta mesmo é de se referir a esses profissionais como “urubuzada”. Os abutres teriam, segundo o presidente, “liberdade de sobra”.

“Minha adorada imprensa, vocês nunca tiveram tanta liberdade quanto no meu governo. Nunca se ouviu falar no meu governo em controle social da mídia ou democratização da mesma. Vocês têm liberdade demais, de sobra. Eu lamento o fechamento das mídias sociais, elas não concorrem com vocês, não, uma estimula a outra. A liberdade não tem preço”, finalizou.

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