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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Presidente diz que quer ‘fazer justiça para pastores’

Equipe BR Político

Evitando qualquer polêmica com a bancada evangélica, o presidente Jair Bolsonaro descartou nesta quarta-feira, 7, a possibilidade de cobrança de taxas para igrejas e defendeu simplificar a prestação de contas de entidades religiosas. No Brasil, as igrejas têm imunidade tributária. “Se chegarmos à conclusão que tem amparo legal para você acabar com alguma taxa, então acaba”, disse. “Chega de taxar os outros”, completou, referindo-se também a impostos de outros setores. Hoje, Bolsonaro se reuniu duas vezes com o secretário da Receita, Marcos Cintra, que em abril afirmou que “até o dízimo” pagaria “novo tributo sobre transação”. Em um dos encontros, também esteve presente o missionário R.R. Soares, fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus. Mais cedo, Bolsonaro recebeu o deputado Marco Feliciano, no Planalto, de acordo com o Broadcast Político.

“Uma coisa importante também é descomplicar. Não pode cada igreja ter que ter um contador, ninguém aguenta isso”, disse o presidente ao deixar o Palácio da Alvorada. Ele afirmou que o assunto “vem sendo discutido com vários setores da sociedade”, e não apenas com os religiosos. Questionado se quer facilitar a vida de pastores, Bolsonaro afirmou que quer “fazer justiça para os pastores”. Evangélicos reclamam da obrigação de organizações religiosas pagarem imposto sobre a renda dos pastores. Também pedem que as entidades sejam liberadas de determinadas demonstrações contábeis. Embora protegidas por lei de tributação na sua arrecadação, as igrejas possuem obrigações acessórias para obter a isenção, o que pode gerar multas.