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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Presidente do Coaf defende que órgão fique na Justiça

Equipe BR Político

Há quatro meses no cargo, o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Roberto Leonel, defendeu a permanência do órgão no Ministério da Justiça, sob o comando de Sérgio Moro para onde foi transferido no início do ano, para não perder o “reforço” que ganhou no período. Para ele, um eventual retorno para o Ministério da Economia poderia prejudicar esse processo. De acordo com Leonel, “o Coaf foi oferecido” pelo ministro da Economia, Paulo Guedes a Moro, “e ele, de bom grado, aceitou”, disse em entrevista ao Estadão.

Sob o comando da Justiça, segundo ele, o número de funcionários aumentou de 37 para 56, foram ampliados em 25% os Relatórios de Inteligência Financeira produzidos pelo órgão (2.745) e em 27% as comunicações recebidas (1.209.676), em comparação com o mesmo período do ano passado. Leonel não comentou relatórios do Coaf envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.