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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Presidente do PDT espera apoio do PT em capitais no segundo turno

Equipe BR Político

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O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que não descarta apoios ao PT ou vindos do partido de Lula no segundo turno das eleições municipais. Em entrevista ao vivo ao BRPolítico neste domingo, 15, o dirigente da sigla que tem candidatos competitivos em capitais, como o Rio de Janeiro e em Fortaleza, afirmou que a legenda pretende embarcar nas campanhas petistas caso cheguem a um segundo turno contra candidatos da direita ou centro-direita e espera também o apoio do Partido dos Trabalhadores caso seus candidatos disputem nas cidades.

Carlos Lupi, presidente nacional do PDT

Carlos Lupi, presidente nacional do PDT. Foto: Marcio Fernandes/Estadão

No primeiro turno, as duas siglas não entraram em acordo para formar alianças. Frente à tentativa do PDT de formar uma coligação com o PT em Fortaleza, onde o partido de Ciro Gomes tem força, o PT decidiu correr em raia própria e rivalizar com José Sarto (PDT). A lembrança de 2018, quando Ciro, que concorreu à Presidência, não declarou apoio a Fernando Haddad (PT) no segundo turno, ainda paira. 

“No Rio de Janeiro, se vai contra o Crivella ou o Eduardo Paes, a tendência maior é apoiar o PT. Espero que isso aconteça também se nós formos para o segundo turno. Em Fortaleza é praticamente impossível nós não estarmos como primeiro colocado. Não há veto a ninguém, nem de receber apoio, nem de apoiar, dependendo de cada localidade, de cada capital”, afirmou Lupi. 

Fortalecimento para 2022

A eleição municipal serviu como um laboratório à aliança entre o PDT, que pretende encabeçar uma candidatura presidencial em 2022, e o PSB, segundo o dirigente. “Essa eleição municipal é um noivado, é um namoro para a gente poder fazer o casório em 2022″, afirmou.

Lupi disse estar confiante de que o PDT possa sair da eleição municipal com presença nacional sólida com lideranças em prefeituras e vice-prefeituras em todos os Estados. “O PDT estava historicamente fincado em duas bases principais: Rio de Janeiro e Porto Alegre. E de alguns anos para cá ele nacionalizou, tem prefeitos do PDT em todos os Estados brasileiros, em capitais importantes. Eu acredito que a gente saia com um maior número de prefeitos, vamos fazer entre 350 e 380, podendo chegar até 400, com muitas candidaturas a vice importantes e estratégicas. Penso que vamos sair com mais musculatura, mais lideranças novas, com novas caras”, afirmou.

Com isso, o partido fia nos apoios regionais firmados principalmente com o partido de Carlos Siqueira para se lançar novamente em 2022. “Temos que buscar uma aliança no primeiro turno até para dar mais musculatura ao partido. E a nossa tentativa enquanto PDT é priorizar essa aliança com o PSB. Porque nós achamos que é mais fácil, mais simples, costurando as alianças regionais criar o ambiente para a eleição nacional.”

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