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por Marcelo de Moraes

Presidente do Republicanos diz que ‘não abre mão do partido’ nem para Bolsonaro

Equipe BR Político

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Apesar de o presidente do Republicanos, deputado Marcos Pereira, sonhar em ver um membro do partido como ocupante do Planalto, ele não está disposto a perder o comando do partido para ver o desejo realizado. Em entrevista ao Estadão, ele afirmou que apesar de a legenda abrigar hoje tanto o senador Flávio Bolsonaro (RJ) quanto o vereador Carlos Bolsonaro (RJ), ele não tem a intenção de abrir mão do partido para abrigar o presidente Jair Bolsonaro. Pereira comanda o partido desde 2011.

Marcos Pereira, deputado (SP) e presidente do Republicanos Foto: Dida Sampaio / Estadão

Perguntado se aceitaria um pedido de filiação do chefe do Executivo, Pereira afirma que precisaria avaliar. “Teríamos de avaliar. Em 2017, conversei com o presidente quatro vezes porque o PRB (antigo nome do Republicanos), à época, era uma opção para ele. Alguns no partido foram entusiastas, outros, refratários. Se a condição (para entrar) for ele ter o comando do partido, não virá para o Republicanos, porque eu não abro mão do comando do partido para ninguém, nem para o presidente da República”, diz.

Segundo ele, “o principal empecilho”para o embarque de Bolsonaro “passa por essa questão de eles quererem comandar o partido do jeito deles, vetar pessoas. Não vetamos ninguém”, justifica.

Ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, ele ainda usa o saldo do partido no primeiro turno para reforçar o argumento de que não veta  ninguém. O partido contabiliza crescimento nas eleições municipais, ao pular de 103 para 208 prefeitos.

“Dos 32 deputados, 14 são da Igreja Universal, 18 não são. Não trato de religião dentro do partido. Por isso também ele cresceu. Dos mais de 2.600 vereadores eleitos neste ano, 300 são da Universal, o resto não é. Dos 211 prefeitos, nenhum é a da Universal. Das cinco cidades que estamos disputando o segundo turno, a única que tem relação com a igreja é o Rio de Janeiro, com o Crivella”, diz.

São Paulo

Questionado sobre o peso do apoio de Bolsonaro para o fracasso de Celso Russomanno (Republicanos) na disputa pela Prefeitura de São Paulo, Pereira acredita que o problema está no “histórico” do candidato, que chegou a liderar as pesquisas, mas terminou em quarto lugar.

“Acho que o apoio do presidente não prejudicou nem ajudou. Mostrou um histórico que não é bom, mas que se repetiu pela terceira vez. Um histórico de que a população não quer o Celso Russomanno prefeito de São Paulo. É simples assim”, avalia

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