Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Presidente do STJ: ‘Combate à corrupção não é tarefa de juiz’

Equipe BR Político

Crítico da Lava Jato, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro João Otávio Noronha, questionou o trabalho da força-tarefa de Curitiba em entrevista ao Blog do Josias, bem como de juízes, sem citar nomes, que se dizem combatentes da corrupção. “Todo mundo parou como se a Lava Jato fosse uma Copa do Mundo. Todas as nossas grandes empresas estão destruídas porque a Lava Jato tem uma coisa que nós precisamos questionar. Paramos as empresas quando deveríamos segregar os empresários”, disparou. Para ele, as demandas da operação não deveriam ter sido concentradas em um único juiz. “A Lava Jato era uma operação específica que ganhou uma dimensão maior que deveria porque acabou concentrando demais num único juiz demandas que eu acho que poderiam ter sido julgadas por outros juízes. Nós não temos um juiz só no Brasil, temos vários”.

Noronha, combatido pela força-tarefa após ter revogado ordem de prisão do ex-governador Beto Richa, também avaliou que o combate à corrupção não é tarefa de um juiz. “É uma questão do Executivo, da Polícia Federal, do Ministério Público. O juiz aplica a lei, assegura a lei. Juiz que quer combater a corrupção não é juiz imparcial. Juiz não formula política, juiz aplica a política, que está esculpida no texto da lei. Nós não podemos querer ser formuladores de política. Judiciário agindo assim começa a se dar mal, como se deu mal no mundo inteiro”, disse.

 

 

 

Tudo o que sabemos sobre:

João Otávio NoronhaSTJLava Jatojuiz