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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Presidente do STJ é contra federalizar caso Marielle

Equipe BR Político

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio de Noronha, não concorda com o procurador-geral da República, Augusto Aras, nem com a ex-ocupante do cargo Raquel Dodge, de que o Caso Marielle deva ser federalizado. A relatora do processo, Laurita Vaz, não pautou o julgamento do pedido feito por Dodge.

“Vamos tirar da Justiça Estadual por quê? O que não está funcionando bem? Quem disse que a Justiça Federal é melhor que a estadual? Onde está dito isso? Então é preciso ter um pouco de paciência, aguardar o voto da ministra (Laurita), que deve estar analisando todas as razões. Só gostaria de lembrar: estão todos identificados os assassinos desse crime. E estão presos. Então parece que a apuração na Justiça estadual não foi ruim. Não pode ser ruim, se os criminosos estão presos”, disse ele nesta sexta, 20, registra O Globo. Falta ainda identificar o mandante.

Em denúncia enviada ao STJ, Dodge sustenta que o mandante dos assassinatos da ex-vereadora e seu motorista é o ex-deputado e conselheiro afastado do TCE-RJ Domingos Brazão, que pagou R$ 500 mil pelas encomendas de almas. No entanto, os assassinos não seriam o PM da reserva Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz, hoje presos e citados por Noronha. Segundo a denúncia, os matadores seriam três integrantes do Escritório do Crime, milícia que controla a comunidade Rio das Pedras (RJ) sob o comando do foragido Adriano da Nóbrega: Leonardo Gouveia da Silva, o Mad, Leonardo Luccas Pereira, o Leléo, e Edmilson Gomes Menezes, o Macaquinho. Os três são citados como os assassinos de Marielle Franco e Anderson Gomes em conversa telefônica entre o miliciano Jorge Alberto Moreth e o vereador Marcello Sicilliano (PHS).

Uma das conversas de Moreth é a que segue, conforme registra o UOL:
Só que o Sr. Brazão veio aqui fazer um pedido para um dos nossos aqui, que fez contato com o pessoal do Escritório do Crime, fora do Adriano, sem consentimento do Adriano. Os moleques foram lá, montaram uma cabrazinha, fizeram o trabalho de casa, tudo bonitinho, ba-ba-ba, escoltaram, esperaram, papa-pa, pa-pa-pa pum. Foram lá e tacaram fogo nela (Marielle)“. Brazão nega qualquer envolvimento com o dois assassinatos.

Em outro momento, Moreth divaga sobre a motivação do crime:
Então eu te confirmo, eu te confirmo que é essa parada, foi essa parada… Agora, a motivação do Brazão, se foi por motivo torpe, ou por ganância, ou por raiva da mulher, por qualquer coisa … porque eles não acharam que ia dar essa repercussão toda, chefe!