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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Presidente manda alterar nota da PRF sobre causa de morte por covid

Alexandra Martins

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A palavra era do ex-ministro da Saúde Nelson Teich, mas foi atropelada pela intervenção do ministro Braga Netto e, na sequência, do presidente Jair Bolsonaro afirmando que pediu para o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal alterar nota de falecimento de um patrulheiro de covid-19, “botando” outras coisas, como comorbidades, na reunião ministerial do #22A.

“Ontem eu liguei pro Diretor-Geral da Polícia Rodoviária Federal. Chegou ao meu conhecimento, uma nota, que era dele, sobre o passamento de um patrulheiro. E ele enfatizou que era COVID-19. Eu liguei pra ele.”

“Por favor, o que mais? Ele era obeso, era isso, era … bem, tinha (reproduzindo conversa com o diretor-geral da PRF) … como é que é? (dirigindo-se a Braga Netto)”

“Comorbidades. Mas ali na nota dele só saiu CODIV-19. Então vamos alertar a quem de direito, ao respectivo ministério, pode botar COVID- 19, mas bota também tinha fibrose nu … montão de coisa, eu não entendo desse negócio não. Tinha um montão de coisa lá, pra exatamente não levar o medo à população. Porque a gente olha, morreu um sargento do exército, por exemplo. A princípio é um cara que tá bem de saúde, né? Um policial federal, né? Seja lá o que for, e isso daí não pode acontecer. Então a gente pede esse cuidado com o colegas, tá? A quem de direito, ao respectivo ministério, que tem alguém encarregado disso, né? Pra tomar esse devido cuidado pra não levar mais medo ainda pra população.”

Na PRF, o ex-diretor-geral, Adriano Marcos Furtado, foi exonerado na sexta, 22, e, em seu lugar, assumiu Eduardo Aggio de Sá.

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