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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Pressão para reduzir juros

Equipe BR Político

O ex-diretor do Banco Central e sócio-fundador da Mauá Capital Luiz Fernando Figueiredo avalia como erro a vinculação da política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom) à tramitação da reforma da Previdência, em entrevista ao Estadão. Para ele, como a inflação está dentro da meta, não faz sentido manter a taxa básica de juros, a Selic, no patamar atual, mas baixá-la.

“Quando se está com a perspectiva de inflação abaixo da meta, deveria se reduzir o juro, a não ser que tenha um grau de incerteza tão grande que impeça de fazê-lo. No caso da reforma (da Previdência), caso ela não aconteça, aí se deve reagir a isso, posteriormente, porque é um evento suficientemente relevante para mudar o cenário inflacionário. Com as informações que se tem hoje, estamos rodando com expectativa de inflação abaixo da meta, então tem de cortar os juros. O próprio mercado já considera a queda de juros nas projeções e a aprovação da reforma”, afirma.

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