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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Pretos e pobres são os mais atingidos pela covid em São Paulo

Equipe BR Político

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Como previsto, a população que mais contraiu a covid-19 na cidade de São Paulo foi a preta, pobre, com baixa escolaridade e que não estão em teletrabalho, segundo inquérito sorológico apresentado pela Prefeitura da Capital nesta terça, 13. A maior incidência do novo coronavírus se encontra nos extremos das zonas sul, leste e norte, nos distritos com os mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), como Grajaú, Jardim Ângela, Guaianases, Jardim Helena, Perus e Brasilândia, dentre outros. Pelos dados, um residente da zona sul tem quase quatro vezes mais chance de ter a doença do que outro da centro-oeste.

“A doença jogou luz para a desigualdade social na cidade de São Paulo”, afirmou o prefeito Bruno Covas (PSDB), em coletiva de imprensa.

Segundo o levantamento, 13,6% da população da capital paulista contraiu o novo coronavírus, o que representa 1.614 milhão de pessoas. O número pode chegar a 15,8%, pela margem de erro, dado semelhante ao da fase 5, de 13,9%, divulgada em setembro. Trinta e cinco por cento dos casos foram assintomáticos.

Proporcionalmente, a distribuição da doença é maior na zona sul, com 19,9% de incidência para o total de moradores. Na sequência, as mais afetadas são as zonas norte (13,8%), leste (11,8%), sudeste (10,3%) e centro-oeste (5,5%) – essa última voltou aos índices das fases anteriores após ter alta em setembro (com 10,3% na época).

O inquérito sorológico foi feito com amostras sorológicas de 2.016 adultos, que abrangem as regiões de todas as UBSs da cidade, sorteados a partir de dados de IPTU, hidrômetro e Estratégia Saúde da Família (ESF).

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