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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Primeira-dama tem 3 parentes com passagem pela polícia

Equipe BR Político

Nesta sexta-feira, 16, a revista Veja traz uma reportagem que indica os motivos pelos quais a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, se afastou da família. Segundo a publicação, a avó, a mãe e um tio da mulher do presidente Jair Bolsonaro (PSL) já se envolveram em crimes que vão desde o tráfico de drogas, falsificação de documentos e relação com milícia no entorno do Distrito Federal. Segundo a reportagem, Maria Aparecida Firmo Ferreira, avó de Michelle, que recentemente foi encontrada pela Folha no corredor de um hospital público onde esperava para fazer uma cirurgia devido a uma fratura de bacia, foi presa aos 55 anos “com 169 ‘cabecinhas de merla’, um subproduto da cocaína”.

Já a mãe de Michelle, Maria das Graças, teve problemas com a Justiça em 1988, quando a filha tinha apenas 6 anos de idade, e a polícia descobriu que a mulher possuía dois registros civis, um verdadeiro e o outro falso. No falsificado, a data de nascimento e altura da mãe de Michelle foram alteradas. Além de o nome do pai dela ter sido excluído. O processo foi arquivado em 1994. Em depoimento, Maria das Graças disse que ao fazer o documento falso, não tinha nenhuma “intenção criminosa”. Por fim, um tio da primeira-dama, João Batista Firmo Ferreira, sargento aposentado da Polícia Militar, um dos pouco membros da família de Michelle convidados para a cerimônia de posse de Bolsonaro, foi preso em maio deste ano sob a acusação de integrar uma milícia que fazia a venda ilegal de lotes na favela Sol Nascente. João Batista está preso na penitenciária da Papuda, em Brasília, e o processo tramita em segredo de Justiça. Procurada, a primeira-dama não quis se pronunciar sobre os familiares.