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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Princípios em troca de base

Equipe BR Político

Em troca de base no Congresso, o Planalto decidiu se render abertamente a práticas da chamada velha política. Vai abandonar o discurso que pregava o fim do loteamento de cargos para obter apoio a projetos no Legislativo.

Por conta do perfil controlador do presidente Jair Bolsonaro, a negociação vai envolver cargos do governo federal nos Estados. São cerca de 15 mil postos comissionados de confiança. O presidente Jair Bolsonaro foi convencido por ministros da área política de que premiar partidos leais a suas propostas seria a única forma de aprovar reformas sem ter de negociar a cada votação com os congressistas.

Levantamento feito pelo Estadão mostra que o governo já considerava as indicações políticas no preenchimento de cargos. De um total de 102 nomeações para superintendências estaduais feitas entre janeiro e 15 de setembro, 50 já foram fruto de indicações políticas – envolvendo, em grande parte, os partidos que compõem o Centrão, que ganharam postos com influência e orçamentos robustos. Do restante dos cargos, 22 foram ocupados por militares e 30 por servidores de carreira.

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