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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Prioridade para Angra 3 é controversa

Vera Magalhães

O futuro ministro de Minas e Energia, almirante Bento Costa de Albuquerque Júnior, frisou em entrevista ao Estadão que a conclusão da usina nuclear de Angra 3 será uma das prioridades de sua gestão à frente da pasta.

A definição desta prioridade aproxima o governo Bolsonaro, de novo, de Lula. Foi o petista que retomou a obra, iniciada no governo militar e nunca concluída. A usina já consumiu mais de R$ 8 bilhões e são necessários outros R$ 17 bilhões para sua conclusão –dinheiro que o próprio almirante reconhece que o Estado não tem. Angra 3 teria capacidade de 1.405 megawatts. A hidrelétrica de Teles Pires, por exemplo, tem potência de 1.820 megawatts e custou R$ 3,9 bilhões. Será que essa prioridade, diante de tudo isso, está correta? Além disso, a usina esteve no centro de um dos focos de corrupção detectados pela Lava Jato, que levou à condenação do também almirante Othon Pinheiro, acusado de cobrar propina de duas empreiteiras para a continuação da obra. / V.M.