Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Procuradores vão a Aras defender Lava Jato

Vera Magalhães

Os integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba devem se reunir em breve com o procurador-geral da República, Augusto Aras, para discutir o que ele tem chamado de necessidade de “institucionalizar” os trabalhos da operação, coordenando suas ações nas várias praças em que há ações relacionadas com Brasília.

Augusto Aras, procurador-geral da República.

Augusto Aras, procurador-geral da República. Foto: Pedro França/Agência Senado

Os procuradores querem usar a oportunidade para defender os procedimentos e o acervo da Lava Jato para o novo “chefe”, que no passado e em entrevistas durante a campanha para ser indicado ao cargo fez ressalvas a alguns expedientes adotados pelos jovens colegas, atribuindo eventuais deslizes a falta de experiência.

A força-tarefa resolveu mudar a estratégia híbrida adotada logo após a explosão do caso da Vaza Jato, em que não confirmavam nem negavam totalmente a existência das mensagens vazadas pelo site The Intercept Brasil e depois por outros veículos de imprensa. Agora a ordem é rebater qualquer irregularidade, explicando os procedimentos em cada uma das acusações e defendendo a legalidade das ações do MPF.

Para isso estão sendo levantadas estatísticas de duração dos processos, de recursos recuperados e outras que mostrem que não houve exceções para réus deste ou daquele partido, nem supressão de prazos para defesa ou qualquer outra irregularidade. A mudança de estratégia foi uma reação ao fato de que a Lava Jato começou a sofrer derrotas institucionais, como com a aprovação da Lei de Abuso de Autoridade e a decisão do STF de anular sentenças em que delatados não tenham falado depois de delatores.