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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Procuradoria pede investigação sobre currículo de Decotelli

Equipe BR Político

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Após ver a posse adiada por divergências curriculares do novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) enviou representação à Corte pedindo investigações sobre “possíveis prejuízos” aos cofres públicos e o período em que teria cursado, mas não concluído, um doutorado na Argentina.

Novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli

Novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli Foto: Luis Fortes/MEC

De acordo com o subprocurador-geral Lucas Furtado, as investigações vão apurar “possíveis prejuízos ao erário decorrentes da nomeação do novo ministro da Educação, Sr. Carlos Alberto Decotelli, considerando as notícias de que, embora constasse me seu currículo o título de ‘doutor’, na verdade ele não concluiu essa titulação acadêmica, bem como as suspeitas que pairam sobre suposto plágio ocorrido na dissertação de mestrado”.

Quanto o ressarcimento aos cofres públicos, o MP cita benefícios e subsídios pagos ao novo ministro da Educação, como auxílio-mudança. Também será apurado “se o curso de doutorado inconcluso foi custeado com recursos públicos federais, mediante alguma bolsa de estudo patrocinada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) ou pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)”.

Três instituições de ensino superior já reagiram contra as informações divulgadas por Decotelli em seu currículo: Fundação Getúlio Vargas, Universidade Nacional de Rosario (Argentina) e Universidade de Wuppertal (Alemanha).

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