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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Procuradoria sustenta ação policial contra Bezerra ao STF

Equipe BR Político

Se por um lado parlamentares do Congresso retaliam o governo após a Polícia Federal cumprir diligências no gabinete do senador Fernando Bezerra (MDB-PE), por outro, o procurador-geral interino da República defendeu as buscas e apreensões contra o líder do governo no Senado na contramão da avaliação da ex-procuradora-geral Raquel Dodge.

Em manifestação enviada ao STF, Alcides Martins afirmou que as informações colhidas na investigação permitem concluir “além de qualquer dúvida razoável” que o senador e seu filho, o deputado federal Fernando Bezerra Coelho Filho (DEM-PE), “receberam vantagens indevidas obtidas com as obras Canal do Sertão e a Transposição do Rio São Francisco”, segundo informa o Broadcast Político.

Para Martins, o líder do governo no Senado “também dissimulou a origem dos valores recebidos diretamente de infração penal, através de um esquema de lavagem de capitais, envolvendo empresários, pessoas jurídicas, operadores e outros políticos”.

Nesta quarta, 25, o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, afirmou que a derrubada de vetos do presidente pelo Congresso à Lei de Abuso de Autoridade ocorreu no “contexto de divisão de Poderes” e que não é vista como derrota para o Palácio do Planalto.

Para Bezerra, a ação policial foi um “ataque ao governo e ao Congresso”. A PF está sob jurisdição do ministro Sergio Moro, em que pesem suas declarações atestando a autonomia da corporação. Além da questão dos vetos, que atinge especialmente Moro, o Senado adiou a votação do primeiro turno da reforma da Previdência, a joia da coroa.

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