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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Projeto de Eduardo pede pena de 9 a 15 anos por apologia a comunismo

Equipe BR Político

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) segue na cruzada contra o que chama de “comunismo”. O parlamentar apresentou um projeto de lei na terça, 1, para criminalizar quem fizer apologia ao nazismo e ao comunismo, e, nesta quinta, 3, disse que em breve trará novidades. O texto não poupa a foice e o martelo (será criminoso quem usar camiseta e boné com a estampa?), assim como a cruz suástica. O texto diz:

  • É vedada qualquer referência a pessoas, organizações, eventos ou datas que simbolizem o comunismo ou o nazismo nos nomes das ruas, rodovias, praças, pontes, edifícios ou instalações de espaços públicos;
  • Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem as bandeiras, símbolos, imagens ou outros atributos nos quais seja reproduzida a combinação de foice e martelo, foice, martelo e estrela pentagonal, a cruz suástica ou gamada, arado (vanga), martelo e estrela pentagonal para fins de divulgação do nazismo ou do comunismo.

Eduardo pede ainda o “aperfeiçoamento”  de livros que tratem dos episódios históricos:

  • Adotar medidas destinadas a conscientizar os estudantes sobre os crimes cometidos por representantes dos regimes comunista e nacional-socialistas (nazistas), elaborar e aperfeiçoar livros, programas e medidas sobre a história dos regimes totalitários comunista e nacionalsocialistas (nazistas), recordando que os regimes comunista e nazista são responsáveis por massacres, pelo genocídio, por deportações, pela perda de vidas humanas e pela privação da liberdade no século XX numa escala nunca vista na História da humanidade, relembrar o hediondo genocídio do Holodomor perpetrado pelos soviéticos e o Holocausto realizado pelos nazistas condenando os atos de agressão, os crimes contra a humanidade e as violações em massa dos direitos humanos perpetrados pelos regimes comunista e nazista.

Lembrando que em janeiro, o governo federal alojou um “aprendiz de Goebbels” e também adaptou slogan nazista em campanha.

O “arcabouço” teórico do parlamentar no PL é o ideólogo Olavo de Carvalho e ele próprio:

  • Para resumir, ambas as ideologias se explicam em uma palavra: genocídio. Massacrando qualquer tipo de direito individual, as duas correntes serviram como instrumento para o domínio de genocidas, em diferentes níveis, ao redor de todo o mundo, tendo como principais exemplos: o nazista Adolph Hitler e os comunistas Josef Stalin, Mao Tsé-Tung, PolPot, Fidel Castro e mais recentemente Hugo Chávez e Nicolás Maduro.

Mas tem também Raul Seixas:

  • Sabemos que as terminologias e simbologias aqui criminalizadas não irão impedir que as idéias sigam, ainda que na clandestinidade, ou que reapareçam com outras roupagens, pois tal característica é inerente principalmente do comunismo. Não se trata de uma ideologia, mas sim de um movimento, uma metamorfose ambulante que já passou pelas vestes de marxista, revolucionário, socialista, bolivariano e progressista, mas todos guardam certas semelhanças entre si e o objetivo de suposta igualdade, conforme dito aqui anteriormente. Certo é que por onde passou, o comunismo trouxe igualdade, pois retirou a riqueza dos ricos tornando a sociedade toda pobre se não fosse por uma exceção: a classe partidária comunista. Assim foi na URSS, Coreia do Norte e Cuba, dentre tantos outros exemplos fáticos.

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