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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Promotor descarta ‘indicativo de negociação’ entre PCC e PT

Equipe BR Político

O promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya, afirmou ao UOL que o preso Alexsandro Roberto Pereira, vulgo Elias, não pertence à cúpula do PCC nem que haja indicativos de negociação entre a facção criminosa e o PT. Segundo áudio interceptado pela Polícia Federal, Elias fala que “ele (Sergio Moro) começou a atrasar quando foi pra cima do PT. Pra você ver, o PT com nois tinha diálogo. O PT tinha diálogo com nois cabuloso, mano, porque… situação que nem dá pra nois ficar conversado a caminhada aqui pelo telefone, mano. Mas o PT, ele tinha uma linha de diálogo com nois cabulosa, mano”.

Um dos principais investigadores do PCC no País, e responsável por pedir transferências de chefes de facção para presídios federais, Gakiya declarou ao site que Elias “não é integrante da cúpula. Apenas traduziu o que tanto os presos em geral, quanto a própria população pensam. Ou seja, que a remoção dos líderes do PCC foi obra do governo Bolsonaro e do ministro Moro. Informação distorcida. A investigação sobre o plano de resgate e o pedido de remoção de Marcola foi feito por mim, ou seja, pelo MP, e deferido pelo juiz da 5.ª VEC (Vara de Execução Criminal) de São Paulo”. Ele afirma não haver “nenhum indicativo de negociação do governo PT com o PCC. Aliás, é bom que se diga que os presos não foram transferidos em décadas de governo PSDB em São Paulo”. O promotor acrescenta que “o governo federal teve o papel somente de disponibilizar vagas através do Depen (Departamento Penitenciário Nacional) e de organizar a ‘logística da transferência’. Apenas isso, o mesmo se diz do governo Doria, que também apenas auxiliou na logística. O que houve foi apenas cumprimento de ordem judicial. Não cabia ao governo federal ‘determinar’ ou ‘negar’ as transferências”. Na entrevista à revista IstoÉ deste sábado, Moro faz um balanço de sua pasta nesses sete meses de governo: “Fizemos a transferência dos líderes do PCC para presídios federais, obtivemos recordes na apreensão de cocaína e tudo isso impacta na redução da força do crime organizado”.

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