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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Prorrogação do auxílio emergencial mostra influência do Centrão sobre Bolsonaro

Gustavo Zucchi

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A decisão do governo e prorrogar por dois meses o auxílio emergencial, mantendo o valor de R$ 600, mostra a atual influência do Centrão nas decisões do Executivo. Líderes do grupo, por meio do ministro Luiz Eduardo Ramos, conseguiram convencer Jair Bolsonaro de que este era o caminho a seguir. E que a estratégia do presidente, de diminuir gradativamente os valores pelos próximos três meses seria um tiro no pé.

O Centrão avisou o Planalto que o governo corria risco de ser derrotado na Câmara. Caso o presidente quisesse dar os mesmos R$ 1.200, só que em parcelas de R$ 500, R$ 400 e R$ 300, ele teria que pedir autorização para o Congresso. A lei dá ao Executivo a possibilidade de prorrogar o benefício, não de alterar seu valor. E a possibilidade maior era que os parlamentares obrigassem o governo a manter o valor de R$ 600 para as três parcelas. E assim subir o valor total para R$ 1.800, algo que daria arrepios em boa parte da equipe econômica.

Assim, mesmo com Bolsonaro defendendo publicamente seu desejo de diminuir as parcelas, o presidente se viu obrigado a recuar. A ideia é que, durante estes dois meses, governo e Congresso iniciem as discussões sobre o chamado Renda Brasil, programa que promete transformar o benefício em algo permanente.

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