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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Protestos de grupos antagônicos serão em dias distintos, anuncia Doria

Equipe BR Político

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Após críticas sobre a atuação desigual da PM de São Paulo no domingo, 31, em atos contra e pró-democracia, encabeçado pacificamente por torcidas de times de futebol, na Avenida Paulista, o governador João Doria informou nesta tarde de segunda, 1, que deu orientações para que os movimentos antagônicos ocorram doravante em dias distintos. No domingo, a PM usou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o início de uma briga em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).

Manifestantes na Avenida Paulista no domingo, 31 Foto: Taba Benedicto/Estadão

Manifestantes na Avenida Paulista no domingo, 31 Foto: Taba Benedicto/Estadão

De acordo com o organizador do movimento Somos Democracia, o corintiano Danilo Pássaro, de 27 anos, a manifestação no Masp transcorria de forma pacífica e, segundo ele, já se encaminhava para o final, quando, por volta das 14 horas, “três ou quatro pessoas” com camisetas com inscrições neonazistas se infiltraram no grupo denominado antifascista. Segundo Danilo, além deles, chegaram também três outras pessoas com farda militar, o que teria iniciado o tumulto. “Até então, estava tudo calmo. Nossas faixas eram pela democracia.”

Doria afirmou que a PM de São Paulo não está nem de um lado nem de outro. “O confronto não favorece a democracia”, disse. Também adiantou que não serão permitidas manifestações a favor de regimes autoritários. “Aqui não”, repetiu. “Não há razão para que qualquer movimento autoritário venha justificar manifestações de rua para apoiar projeto autoritário”, acrescentou.

Secretário-executivo de Segurança, o coronel Álvaro Batista Camilo (PSD), na coletiva, foi mais incisivo, ainda que destacando que a PM estadual, “bem treinada”, garantirá o direito à liberdade de expressão nos futuros protestos e manifestações. “Quebrou a ordem, e isso é orientação do governo de São Paulo, ela será reestabelecida”, concluiu.

 

 

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