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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

PSB busca reestruturação para se firmar como alternativa eleitoral

Alexandra Martins

Com seu novo slogan “Brasil, um passo adiante”, o PSB realiza de quinta, 28, a sábado, 30, a Conferência Nacional de auto-reestruturação com foco no combate à desigualdade econômica e social. Durante os três dias, cerca de 260 participantes, entre parlamentares, governadores e conselho curador da Fundação João Mangabeira, vão debater e referendar um documento-base para discussão ao longo do próximo ano e começo de 2021. Quatro painéis vão discutir temas como reforma política e do Estado, política ambiental voltada para a Amazônia batizada de “Amazônia 4.0”, desigualdade de renda e economia criativa. No último dia do encontro, o PSB reunirá representantes dos partidos socialistas de Portugal, Espanha, Uruguai e Chile. Hoje, o partido conta com 700 mil filiados, 32 deputados federais, 3 senadores, cerca de 4 mil vereadores e 436 prefeituras.

De acordo com o presidente da sigla, Carlos Siqueira, a atualização das novas diretrizes do partido é necessária porque “o mundo mudou”. “Nosso manifesto é de 1947. Há novas formas de economia, relações de trabalho, precisamos nos atualizar. Não é para mexer em regras e em estatutos, mas seu posicionamento diante de questões atuais, abrindo espaço para a militância, empoderando-a para que possa influir nas decisões mais estratégicas do partido e pensar os problemas do País de natureza política, econômica e social. O centro é o combate à desigualdade”, lista.

A auto-reestruturação não significa um reposicionamento ideológico mais de centro em razão da polarização atual entre forças lulistas e bolsonaristas, diz. “De jeito nenhum. Somos de centro-esquerda e assim vamos continuar a ser”, destaca. “Nós falamos com todo mundo, mas discordamos dessa posição exclusivista e quase autoritária do PT. Se não unirmos as forças até o centro e nos atualizarmos, seremos autoritários”, afirma, destacando a relação de proximidade com o PDT. Segundo ele, a ideia é se apresentar como alternativa com vistas às futuras disputas municipal e nacional.

Em 2018, o PSB esteve a ponto de lançar a candidatura presidencial do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, com quem Siqueira mantém contato. “Ele continua filiado. Não podemos lançar candidato agora para ficar sob sol e chuva durante três anos. Vamos lançar um nome na hora certa”, avisa.

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