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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

PSD distribui maior fatia do fundo eleitoral para BH e Bahia

Alexandra Martins

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As maiores fatias dos R$ 138,8 milhões do fundo eleitoral do PSD para as eleições neste ano vão para os diretórios municipal de Belo Horizonte, onde o prefeito Alexandre Kalil tentará a reeleição, com R$ 6 milhões, e estadual da Bahia, onde a esposa do senador Ângelo Coronel, Eleusa Coronel, figura até o momento como pré-candidata à prefeitura de Salvador, com R$ 11,9 milhões. Na sequência, vêm os diretórios estaduais de Minas Gerais, com R$ 10,9 milhões; do Paraná, com R$ 9,9 milhões, e o de São Paulo, com R$ 7,8 milhões.

Gilberto Kassab, presidente do PSD. Foto: AMANDA PEROBELLI/ESTADÃO

Diretórios estaduais são responsáveis por um número maior de candidaturas proporcionais que os municipais, pulverizando mais os recursos, mas ainda não é possível afirmar se Kalil será o campeão deles dentro do partido porque não se sabe como o PSD nos Estados vai alocar seu total de recursos.

“O que me parece é que o candidato de BH foi mais eficiente em pleitear recursos que os candidatos das demais cidades. Estes últimos ficarão mais dependentes dos diretórios estaduais”, avalia a cientista política Lara Mesquita, do Centro de Política e Economia do Setor Público (Cepesp-FGV).

Os dados constam no documento com os critérios de distribuição do Fundo Eleitoral de Financiamento de Campanha (FEFC) entregue ao Tribunal Superior Eleitoral. Até a noite de segunda, 10, doze partidos haviam enviado as regras de alocação do fundo público eleitoral à corte.

Os recursos do FEFC serão liberados às legendas, de acordo com a Resolução TSE nº 23.605/2019, somente após a definição dos critérios para a sua distribuição, que devem ser aprovados pela maioria absoluta dos membros do órgão de direção executiva nacional do partido.

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