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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

PSDB condena estilo ‘ditatorial’ de Bolsonaro

Alexandra Martins

A um ano da eleição municipal, os partidos políticos vão se posicionando lentamente nas raias da disputa de 2020. Como você viu no BRP, não há registro de prefeito que tenha vencido com discurso nacionalizado, uma vez que impera a lógica local em campanhas municipais – ninguém vai votar no Marcelo Freixo porque ele condena a performance de Jair Bolsonaro na ONU, por exemplo. No entanto, 2020 pode ser laboratório de 2022 em alguns aspectos, como a proibição de coligações proporcionais, testando configurações mais enxutas, e atualização de posição do eleitor em relação a nomes ligados a Bolsonaro – uma incógnita que vai depender, entre tantos fatores, da economia e da participação dele como cabo eleitoral pelo Brasil afora.

O presidente Jair Bolsonaro, durante discurso na Assembleia-Geral da ONU

Jair Bolsonaro. Foto: Stephanie Keith/Getty Images/AFP

Nesta sexta, 4, o PSDB, por exemplo, marcou terreno nessa disputa por eleitores de centro. Ontem, conforme você leu aqui no BRP o futuro presidente do MDB, Baleia Rossi, dizer que seu partido também está de olho nessa legião. Com João Doria no aquecimento da eleição de 2022, o PSDB condenou a fala de Bolsonaro reclamando de críticas recebidas de seus eleitores. O presidente, numa adaptação do estilo George W. Bush, disse que ou se confia ou não se confia nele. “O brasileiro não enxerga o voto como um cheque em branco ou uma procuração de plenos poderes. Todo político deve ser cobrado, fiscalizado. É assim que a Democracia funciona. Apenas em regimes ditatoriais é que não há discussão, debate, discordância”, registrou o partido no Twitter.