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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

PSDB questiona CPI da Dersa: ‘MP já está investigando’

Equipe BR Político

Na Alesp, o projeto do governador João Doria (PSDB) para extinguir a Dersa esbarra na demanda da oposição por uma CPI a respeito dos desvios na estatal. As denúncias envolvem o ex-diretor da empresa, Paulo Vieira de Souza, que é apontado como operador do PSDB. O BRPolítico conversou na terça-feira, 22, com o líder do PT na Assembleia, deputado Teonilio Barba, que afirmou que os tucanos querem barrar a CPI. O governo, no entanto, vê a CPI como uma forma de atrasar o projeto do governador de extinção da estatal. “Não significa que somos contrários a ela (CPI), jamais. A única coisa é que já existe uma investigação em andamento, já tem gente presa. O Ministério Público já está investigando. Não tem função existir uma CPI”, diz a líder do PSDB na Alesp, deputada Carla Morando, ao BRPolítico. Segundo a parlamentar, a função de uma comissão de inquérito seria fornecer subsídios para uma investigação do MP. “O PSDB acha que tudo tem que ser esclarecido, e que todas as pessoas que estiverem fazendo algo errado devem ser punidas. Nós estamos aqui para a fiscalização, desde que ela não exista ainda. Se já existe fiscalização em curso, pessoas condenadas, para quê (uma CPI)? A opinião que eu tenho a respeito de quem quer abrir a CPI é a de que, na verdade, a pessoa quer fazer palanque político”.

Atualmente, já existem cinco CPIs em curso na Assembleia. Pelo regimento interno, é possível a instalação de uma sexta comissão, porém são necessários 48 votos. A oposição alega que os tucanos e sua base aliada não pretendem dar os votos necessários para a instalar as apurações sobre a Dersa, por motivos óbvios. O PSDB alega que, no momento, existe uma “fila de espera” para instalar uma comissão do tipo na Casa. “Existem outras pessoas querendo fazer também outras CPIs, e todo mundo quer a sexta. Não dá para votar em tudo ao mesmo tempo. É aquela coisa de querer tumultuar o ambiente e atrapalhar o principal: a extinção da Dersa”. Morando afirma, ainda, que o fim da Dersa não impediria uma comissão de inquérito no futuro. “Não vai destruir documento, não vai destruir nada. Quando você extingue uma empresa, tudo fica preservado. O que vai deixar de ter é o custo disso para o Estado”, afirmou.

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