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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

PSL no vermelho com a União

Equipe BR Político

Enquanto é alvo de pedido de escrutínio de contas e parlamentares dissidentes buscam argumentos jurídicos para abandonar o barco levando mandato e dinheiro dos fundos públicos de campanha, o PSL acumula dívida de R$ 5,9 milhões com a União relacionada a seus diretórios regionais. A maior parte (86%) diz respeito a multas eleitorais por irregularidades em gastos de campanhas de candidatos do partido. Dirigentes do PSL atribuem os débitos a gestões anteriores da sigla nos Estados, informa o Estadão. Em São Paulo, por exemplo, Estado mais devedor, cujo diretório estadual é comandado por Eduardo Bolsonaro, a dívida é de R$ 1 milhão, sendo R% 896,5 mil referentes a multas eleitorais e R$ 115,2 mil a débitos tributários.

“O diretório nacional não tem nenhuma dívida inscrita na dívida ativa da União. Essa dívida é de cada um dos diretórios”, afirmou o presidente Luciano Bivar. A salvação dos diretórios pode vir do projeto aprovado em setembro na Câmara que permite o uso de verba do Fundo Partidário no pagamento de multas. O presidente Jair Bolsonaro, no entanto, vetou esse trecho ao sancionar a lei, mas parlamentares já discutem derrubar o veto.

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