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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

PSL repete PMDB de Cunha x Geddel

Vera Magalhães

A briga interna do PSL descambou para uma guerra de listas de assinaturas de deputados para apear líderes e constituir outros. O episódio, com pelo menos três documentos contraditórios protocolados pelo partido na Secretaria Geral da Mesa da Câmara em apenas um dia, repete ipsis literis o que era a prática no PMDB, expoente máximo daquilo que o bolsonarismo costuma chamar de “velha política”.

Na época em que Eduardo Cunha e Geddel Vieira Lima disputavam o comando da bancada, a “guerra de listas” era uma das faces visíveis do conflito. Mesmo antes desses dois pesos-pesados da velha política, ambos hoje presos pela Lava Jato. o PMDB costumava resolver sua crônica divisão interna na base da lista para destituir líderes. Outra vítima do expediente foi Leonardo Picciani, herdeiro político de outro clã abatido pela Lava Jato.

Jair Bolsonaro se envolveu diretamente no episódio típico da política miúda, ao telefonar pessoalmente para deputados pedindo assinatura na lista para depor o líder Delegado Waldir.