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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

PSOL abre representação contra Guedes por fala sobre AI-5

Equipe BR Político

O deputado Ivan Valente, líder do PSOL na Câmara dos Deputados, entrou com representações na Comissão de Ética Pública da Presidência da República e na Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir a investigação do ministro da Economia, Paulo Guedes, por sua fala na segunda-feira, 25, sobre a possibilidade da adoção de um AI-5 em caso de protestos contra o governo. 

A fala de Guedes, que lhe rendeu uma chuva de críticas, ocorreu durante evento em Washington, nos EUA. Na ocasião, o ministro afirmou que “quando o outro lado ganha, com dez meses você já chama todo mundo pra quebrar a rua? Que responsabilidade é essa? Não se assustem então se alguém pedir o AI-5”. De acordo com Ivan Valente, a fala do ministro da Economia contraria a premissa do dever de altas autoridades de dar exemplo na defesa da Constituição, do Código de Conduta da Alta Administração Federal, e fere o decoro do cargo.

“A Constituição Federal de 1988 consagrou a República Federativa do Brasil como Estado Democrático de Direito, baseado na soberania popular e com eleições livres e periódicas. É inadmissível que um Ministro de Estado incite quebra da ordem democrática, invocando o retorno o AI-5, por meio da qual os direitos políticos, liberdades e garantias do povo brasileiro foram brutalmente afetados”, diz a representação.

Guedes não foi o único aliado ao governo bolsonarista a citar o ato de repressão convocado durante a ditadura militar. O deputado Eduardo Bolsonaro (SP) já havia defendido anteriormente a edição de um “novo AI-5” para conter manifestações. Na terça-feira, 26, o Conselho de Ética e decoro Parlamentar da Câmara instaurou dois processos contra o filho do presidente Jair Bolsonaro, um deles por quebra de decoro parlamentar pela sua declaração sobre um AI-5 em ações representadas pela Rede e pelo PSOL.

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