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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

PSOL nasceu justamente de uma dissidência na reforma da Previdência

Marcelo de Moraes

A polêmica gerada pela dissidência de deputados da oposição, que resolveram votar ontem a favor da reforma da Previdência, comprova que o tema costuma causar grandes rachas nos partidos. Em dezembro de 2003, quando o governo Lula decidiu fazer uma reforma do setor, o PT resolveu expulsar os então deputados João Fontes (SE), João Batista Babá (PA), Luciana Genro (RS) e a senadora Heloísa Helena (AL) porque eles se posicionaram contra a proposta. Com o apoio de outros petistas insatisfeitos com o governo, o grupo criou o PSOL. Desde então, o partido cresceu e se estabeleceu como uma força política de esquerda.

Se, na época, o governo de esquerda queria reformar a Previdência, agora o sinal inverteu e a orientação de todos os partidos desse campo foi contrária à proposta apresentada pelo Planalto. E a dissidência, dessa vez, ocorreu por conta do apoio à proposta. Assim, se PDT e PSB decidirem por expulsar seus dissidentes (11 do PSB e 8 do PDT), correm o risco de verem nascer uma outra força política no seu próprio campo político, como aconteceu com o caso do PSOL. Ou perder quadros importantes para outras legendas, como pode ser a situação da deputada Tabata Amaral (PDT-SP), que já tem convite do Cidadania, na hipótese de uma punição ser confirmada. /Marcelo de Moraes

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