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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

PT planeja pedir compartilhamento de inquérito com TSE

Equipe BR Político

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Após o ministro Alexandre de Mores, relator do inquérito das fake news no STF, determinar a quebra dos sigilos bancário e fiscal de empresários suspeitos de financiar um esquema de notícias falsas do período de julho de 2018 a abril de 2020, o PT afirma que vai requerer o compartilhamento do inquérito com o Tribunal Superior Eleitoral.

Entre os empresários suspeitos estão Luciano Hang (Havan), Edgard Gomes Corona (Smart Fit) e Otavio Fakhoury (Crítica Nacional), além do humorista Reynaldo Bianchi Júnior e do o coordenador do Bloco Movimento Brasil, Winston Rodrigues Lima.

Ao todo, foram ajuizadas 15 ações contra a chapa formada por Bolsonaro e Hamilton Mourão no tribunal eleitoral, das quais sete já foram arquivadas definitivamente. Ainda tramitam outras oito ações contra a campanha do presidente, das quais quatro tratam de disparo de mensagens em massa pelo WhatsApp. Moraes deve assumir nos próximos dias uma cadeira de ministro titular do TSE.

“É evidente a pertinência entre as matérias tratadas no inquérito e nas ações, ainda mais que parte das fake news continham agressões verbais ao próprio TSE, colocando em dúvida a lisura do escrutínio”, disse hoje o advogado Eugênio Aragão, ex-procurador-geral eleitoral e que atua na defesa do PT.

Na avaliação de advogados eleitorais ouvidos pelo Estadão, as provas colhidas no inquérito das fake news podem influenciar as ações do TSE. Um ministro do TSE disse ao jornal não ter dúvida de que haverá reflexos.