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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Qualquer governo’ terá de trazer grupo de partidos de centro, diz Mourão

Equipe BR Político

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O vice-presidente Hamilton Mourão justificou nesta segunda-feira, 6, a aproximação do governo Bolsonaro com o centrão e afirmou que o sistema político brasileiro, que tem uma quantidade grande de partidos, torna alianças com o bloco inevitáveis, em live do Banco Credit Suisse Brasil. “Enquanto permanecer com sistema político com essa quantidade de partidos qualquer governo terá que trazer para o bojo de suas ideias esse grupo de partidos de centro”, disse. 

O presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão

O presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão Foto: Dida Sampaio/Estadão

O presidente Jair Bolsonaro adotou como um dos alicerces de sua campanha a recusa ao modelo que chamou de “velha política” e ao “toma lá dá cá” e, em meio a fortes críticas a políticos do grupo, dizia negar a estratégia, cenário que tem mudado nos últimos meses, com a distribuição de cargos cada vez mais altos a indicados de partidos do centrão. Segundo Mourão, o governo apostava em alianças com frentes parlamentares, como as bancadas rural, da bala, e evangélica. Os grupos, no entanto, são compostos por diferentes partidos que só se alinham em relação aos temas específicos de frente, justificou o vice-presidente.

Para Mourão, um Congresso “multifacetado”, com mais de 25 partidos, exige alianças como a feita com o Centrão. O vice ainda afirmou ser “pleonasmo” falar em presidencialismos de coalizão. “O presidencialismo só pode ser de coalizão, se não houver coalizão o presidente não governa”, disse, chamando a promessa de Bolsonaro de se afastar do modelo de “idílica”. “O governo, os senhores sabem, iniciou com uma visão talvez idílica, vou ser aqui bem sincero, que por meio das bancadas temáticas teríamos relacionamento eficiente com o Congresso”, disse aos investidores.

Reformas

Na esteira dos recentes discursos otimistas do ministro da Economia, Paulo Guedes, Mourão afirmou também que o governo se esforçará para aprovar as reformas tributária e administrativa e disse que a aproximação com o centrão facilitará a aprovação das reformas.

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