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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Quarentena de Bolsonaro devolve Mourão às manchetes

Vera Magalhães

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O vice-presidente Hamilton Mourão voltou a ocupar as manchetes com declarações sobre assuntos variados diante da saída de cena de Jair Bolsonaro para a quarentena em razão de ter contraído o novo coronavírus.

O vice-presidente, General Hamilton Mourão

O vice-presidente, General Hamilton Mourão Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Mourão foi um dos que saíram na frente para cobrar retratação de Gilmar Mendes e dizer que o ministro do STF cruzou a linha com sua declaração dizendo que os militares estariam próximos a se associar a um “genocídio” graças à sua presença continuada no Ministério da Saúde.

Num sinal de que a reação falando grosso a Gilmar esconde, na verdade, um incômodo crescente das próprias Forças Armadas com a situação de falta de gestão na Saúde, também coube ao vice dizer que Bolsonaro está próximo de nomear um titular para a pasta, que está sob o comando do “interino oficial” general Eduardo Pazuello há dois meses.

Curiosamente, Mourão só guardou silêncio sobre um tema que lhe diz respeito mais diretamente: a situação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Como comandante do Conselho Nacional da Amazônia, que, aliás, se reúne nesta quarta-feira, 15, para discutir o crescimento das queimadas e do desmatamento na região, o general foi questionado no Senado a respeito de Salles, e respondeu que, como homem de Estado, permaneceria em “silêncio obsequioso”. Em se tratando das figuras em tela, o silêncio fala mais que muitas palavras.