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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Quarentena eleitoral para magistrados deve entrar na pauta

Equipe BR Político

As medidas do Congresso contra a Lava Jato e seus expoentes não deve ficar apenas na tentativa de articular uma CPI para apurar vazamentos de investigações da operação. Isso porque líderes de partidos do Centrão pretendem desenterrar uma proposta que cria uma espécie de quarentena eleitoral para juízes, integrantes do Ministério Público e até policiais.

O plano é que integrantes dessas categorias interessados em ingressar na vida política sejam obrigados a deixar o cargo no mínimo dois anos antes do pleito, de modo a que se dissociem da popularidade causada pelas operações, como seria o caso de Sergio Moro em relação à Lava Jato. Nos bastidores, a estratégia é batizada de “plano anti-Deltan”, em referência ao procurador da República Deltan Dallagnol. A nova ofensiva ganhou força após deputados aprovarem a Lei de Abuso de Autoridade, vista como “troco” da classe política a medidas de combate à corrupção, segundo o Estadão.

“Acho justo que juízes, procuradores, delegados e até militares tenham quarentena para disputar eleição”, disse o deputado Elmar Nascimento (BA), líder do DEM na Câmara. “Nós, dirigentes políticos, precisamos esperar 36 meses, se quisermos ocupar um cargo em estatal. Por que, então, os magistrados e integrantes do Ministério Público não podem ter isso? É uma questão de isonomia.”