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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Quartéis reagem a Eduardo

Equipe BR Político

Enquanto o filho do presidente Jair Bolsonaro cogita a volta de um “novo AI-5” para conter o que chama de “radicalismo da esquerda”, nos quartéis, militares rechaçam a fala do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Oficiais-generais do Alto Comando das Forças Armadas ouvidos pelo Estadão receberam com críticas e constrangimento a declaração feita pelo parlamentar em entrevista à jornalista Leda Nagle.

A avaliação geral é a de que não há espaço para cogitar ações extremas, pois o País vive em uma democracia e já possui instrumentos legais para conter eventuais radicalismos.  Os militares do Alto Comando consultados pelo Globo afirmam que a fala de Eduardo só serve para alimentar um radicalismo e incitar um clima de convulsão social. Além disso, afirmam que a declaração atrapalha tentativas de melhorias no País e pode tumultuar a atuação cotidiana dos militares.

O presidente do Clube Militar, general Eduardo José Barbosa, reverbera o pensamento dos comandantes de tropa e também avalia não haver mais espaço para AI-5 no Brasil. “Hoje, só cabe o que está na Constituição”, disse. “Para casos extremos que por acaso possam acontecer, como no Chile, a nossa Constituição é clara e prevê Estado de Defesa e Estado de Sítio, que poderiam ser decretados pelo presidente, mas isso precisaria de aval do Congresso.”

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