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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Quase 1/4 da população discorda de atos antidemocráticos e pró-intervenção

Equipe BR Político

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Enquanto o Judiciário está com a bola para apurar a organização de manifestações antidemocráticas do último domingo, 19, quase um quarto da população (39%) discorda do conteúdo da agenda que pediu o fechamento do Congresso, do STF e exortou o AI-5 diante da presença do presidente Jair Bolsonaro, segundo levantamento feito pela consultoria Ideia Big Data para o BRP entre os dias 21 e 22 deste mês. Outros 23% disseram concordar em parte com a pauta, enquanto 13% concordam totalmente com as bandeiras antidemocráticas dos atos. Já 25% não souberam responder.

Desse ¼ discordante, metade tem ensino superior, 53% ganham mais de cinco salários mínimos e 29% pertencem às classes A e B. A maioria dessa fatia (67%) avalia a gestão de Bolsonaro como ruim ou péssima. Os que não souberam responder (25%), metade não tem instrução educacional, 40% são das classes D e E e 36% ganham 1 salário mínimo.

Outro contingente mais pobre e privado de educação também se destaca quando perguntado sobre o que deve ser feito pelo Legislativo, que tem a prerrogativa constitucional de abrir processo de impeachment do presidente: 33% não sabem qual caminho tomar, enquanto 30% dizem que a saída é começar o trâmite do afastamento. Nesse grupo estão 49% das classes D e E, 55% não tem estudo, 44% ganham até 1 salário mínimo e 38% avaliam como regular a gestão Bolsonaro.

Quase na mesma proporção, quando perguntados sobre o que representa a participação do chefe do Planalto em um dos atos, 29% dizem que essa ida indica que ele pode interferir na democracia e 29% não souberam responder. Outros 22% afirmam que Bolsonaro está apenas falando com seu público e não vai fazer nada, enquanto 20% acreditam que é uma demonstração de patriotismo. Nesse grupo de patriotas, 25% são evangélicos.

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