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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Quase um ano após saída de Galvão, Inpe começa a escolher seu novo diretor

Gustavo Zucchi

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Quase um ano depois da saída de Ricardo Galvão, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) dá seus passos em direção a um novo diretor. Terminou no último dia 5 de julho as inscrições para os interessados no cargo de diretor. São nove candidatos, cujas candidaturas terão de ser homologadas pela comissão interna. A partir daí, uma lista tríplice será formada e encaminhada para o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, que fará a escolha.

Ex-diretor do Inpe Ricardo Galvão

Galvão foi um dos primeiros “técnicos” do governo que acabaram as turras com Jair Bolsonaro. Assim como mais tarde aconteceria com os ministros da Saúde, Henrique Mandetta e Nelson Teich. Na ocasião, Galvão foi acusado por Bolsonaro de mentir sobre os dados do desmatamento na Amazônia.

Dentre os desafios que o novo diretor terá pela frente, será a retomada na captação de recursos, como explica o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara, deputado Rodrigo Agostinho (PSB-SP). “O maior problema é que o Inpe parou de captar recursos. Existem programas como o monitoramento do desmatamento do Cerrado que está praticamente sem recursos para continuar. O Ricardo Galvão fazia bem esse trabalho de buscar recursos para a máquina funcionar”, afirmou ao BRP.

A expectativa é que o novo diretor seja oficializado até setembro. Os nomes dos concorrentes ao posto serão divulgadas apenas depois da homologação pela comissão do Inpe. Até lá, fica no posto Darcton Damião. Em setembro do ano passado, o ministro Marcos Pontes admitiu que não tinha “pressa nenhuma” em bater o martelo para definir o novo diretor definitivo. O mandato no Inpe é de 48 meses.

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