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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Queda de braço sobre pagamento de auxílio emergencial

Cassia Miranda

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As ações de combate ao novo coronavírus no País têm aberto um novo episódio de desentendimento na crise entre o governo federal e o Congresso. Nesta terça-feira, 31, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, jogaram de um para o outro a responsabilidade por acelerar a liberação de recursos aos trabalhadores.

O ministro Paulo Guedes cumprimenta Rodrigo Maia depois da aprovação da reforma da Previdência na Câmara. Foto: Gabriela Biló/Estadão

Durante coletiva de imprensa, Maia criticou o Executivo pela demora em iniciar os três meses de pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais de baixa renda. Havia expectativa para o que o presidente Jair Bolsonaro sancionasse hoje o PL 1.066/2020, aprovado ontem no Senado. “16 de abril não parece tão emergencial. Governo tem toda estrutura, mesmo de forma remota, para organizar o pagamento de brasileiros antes. Não me parece que aguardar até 16 de abril seja a melhor solução”, afirmou.

Mais tarde, também durante coletiva de imprensa, Guedes disse que o governo que liberar “o mais rápido possível” o pagamento do auxílio emergencial. O ministro, no entanto, não deu um prazo e disse que a liberação dos recursos depende de uma série de medidas, entre elas a aprovação da PEC emergencial pelo Congresso.

“Estamos com problema técnico, de fontes. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pode ajudar muito se aprovar em 24 horas a PEC emergencial. Se aprovar isso lá, dinheiro sai rapidamente”, disse. Segundo ele, se não sair em 24 horas, “o dinheiro sai em um período correto”.

Guedes disse ainda que esse não é o momento para cobranças entre os Poderes, mas sim de atuar em conjunto para viabilizar isso. “Há toda uma logística, dinheiro não cai do céu. A hora é de união, nós brasileiros temos que estar juntos”, disse.