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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Quem é Nestor Forster, o ‘bom nome’ para a embaixada

Equipe BR Político

Por conta da disputa interna no PSL em torno da liderança do partido na Câmara, nesta terça-feira, 22, o presidente Jair Bolsonaro voltou a apontar o diplomata Nestor Forster como “um bom nome” para o cargo de embaixador do Brasil no Estados Unidos.

Nestor Forster, encarregado de negócios do Brasil em Washington

Nestor Forster. Foto: Divulgação/Itamaraty

Mencionado diversas vezes como o mais cotado ao cargo, ele foi promovido a ministro de primeira classe, topo de sua carreira, com intuito de que assumisse o posto, em junho, por indicação do chanceler Ernesto Araújo e com o aval do presidente da República. Para servidores do Ministério das Relações Exteriores, foi uma surpresa o anúncio feito por Bolsonaro, um mês depois, de que o filho Eduardo seria indicado para ocupar a cadeira.

Conservador e alinhado ideologicamente com o presidente, o diplomata está por trás de alguns encontros do governo. Amigo de longa data de Olavo de Carvalho, foi o responsável por articular a primeira reunião entre Araújo, colega de profissão, e o polemista, na casa do escritor nos Estados Unidos. Por sua vez, Olavo que indicou a Bolsonaro o nome do mais novo aliado para assumir o Itamaraty, como mostrou a Época.

Segundo a revista, foi também Forster – por sua ligação com o conservadorismo americano – que providenciou a palestra do chanceler na Heritage Foundation em Washington, ocorrida em setembro. Como você viu aqui no BRP, ele também estava presente no jantar fora da agenda oficial do ministro com Steve Bannon, ex-estrategista e atual desafeto de Donald Trump.

Como articulador, o diplomata também esteve por trás do encontro de Bolsonaro com o presidente dos EUA em março deste ano, na Casa Branca, em Washington. A última viagem pelo Ministério dos Relações Exteriores de Forster foi à Nova York, para integrar a delegação presidencial rumo à 74ª Assembleia-Geral da ONU.

Na pasta desde 1985, o gaúcho de 56 anos ocupa interinamente a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos desde junho, quando Sérgio Amaral, indicado de Michel Temer, voltou ao País. Na condição de encarregado de Negócios – nome oficial da posição – concedeu entrevistas à imprensa internacional para defender a política de Bolsonaro quanto aos incêndios na Amazônia, em agosto. “Temos essa imagem apocalíptica da Amazônia queimando fora de controle. Não está fora de controle, nosso governo está fazendo tudo que pode”, disse, na ocasião, à rádio pública americana NPR.